Preparação dos atletas brasileiros e o legado para o esporte nacional - Dilma Rousseff

Preparação dos atletas brasileiros e o legado para o esporte nacional

15 de junho de 2016
notprepara

Desde o início das atividades de preparação para os Jogos Rio 2016, o governo da Presidenta Dilma buscou garantir as condições para que o evento seja o ponto de partida, não o de chegada, para um novo patamar para o esporte olímpico e paralímpico nacional. Em diálogo com as entidades esportivas, queríamos instituir uma nova cultura para o esporte brasileiro, na qual a pactuação de metas a serem buscadas em cada ciclo olímpico nos permitisse ir além da preparação das equipes às vésperas da competição olímpica.

O governo da Presidenta Dilma estabeleceu como diretrizes que o legado olímpico deveria ser amplo, beneficiando todas as modalidades; democrático, garantindo condições mais adequadas de treinamento da base ao alto rendimento; nacional, envolvendo todas as unidades da Federação; e de longo prazo, gerando benefícios e estímulos para além dos Jogos em 2016. E assim o fizemos, sob a palavra de ordem “Os Jogos Olímpicos são no Rio mas o legado é para todo o Brasil”.

      1. O Plano Brasil Medalhas

Com a escolha do país como sede olímpica e paraolímpica em 2016, o governo federal lançou, em 2012, o Plano Brasil Medalha, que tem três dimensões: preparação das equipes que vão defender o País nos Jogos Rio 2016; formação de novas gerações de atletas; e construção, reforma e equipagem de centros de treinamento.

O Plano tem apoiado diretamente centenas de atletas olímpicos e paraolímpicos, que vão disputar, no Rio, em agosto e setembro, a oportunidade de chegar às finais de suas provas e levar o Brasil ao pódio. Eles contam com os melhores técnicos, materiais de ponta, estrutura de treinamento e exames e procedimentos médicos de excelência. Tiveram apoio para participar das principais competições mundiais de suas modalidades e fazer intercâmbio e passar períodos em treinamento no exterior. Com isso, o desempenho das equipes neste ciclo olímpico é o melhor de todos os tempos, com chance de alcançar as metas estipuladas: classificar o Brasil entre os dez primeiros no quadro geral de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio e entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos.

Parte do Plano Medalhas, a Bolsa Pódio, também criada no governo Dilma, oferece apoio direto a atletas de modalidades individuais classificados entre os 20 primeiros do ranking internacional. . Atualmente, 252 atletas de modalidades individuais (olímpicas e paraolímpicas) são patrocinados com bolsas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. São apoiados também 179 atletas de modalidades coletivas (olímpicas e paraolímpicas).

A Bolsa Pódio compõe o Programa Bolsa Atleta, o maior programa de patrocínio individual de atletas no mundo. Desde que foi implantado, em 2005, pelo presidente Lula, o programa já beneficiou mais de 17 mil atletas, em diversos estágios de desenvolvimento, desde que eles dão os primeiros passos na carreira esportiva até chegar ao topo do desempenho. Com esse apoio, eles têm o mínimo de tranquilidade para treinar, competir e mostrar toda sua capacidade.

A importância da Bolsa Atleta pode ser percebida nos Jogos de Toronto 2015. Das 141 medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, 121, ou 85,8%, vieram de atletas e equipes que recebem bolsas do governo federal. Ao todo, 243 medalhistas eram bolsistas à época, entre os 303 atletas brasileiros que subiram ao pódio na competição.

Já nos Jogos Parapan-Americanos, o Brasil se consolidou como a primeira potência das Américas, ficando, pela terceira vez consecutiva, em 1º lugar no quadro geral de medalhas. Das 257 medalhas no Parapan, 254 foram conquistadas por bolsistas do governo federal, o que corresponde a 98,8% do total. Dos 215 atletas medalhistas, 199, ou 92,5%, eram bolsistas.

O investimento na formação e preparação de atletas, no governo da presidenta Dilma, garantiu um novo grau de competitividade ao esporte olímpico e paralímpico brasileiro. Construímos as bases para que nossas equipes continuem se renovando e evoluindo nos próximos anos.

A Rede Nacional de Treinamento

O maior legado olímpico para a infraestrutura do esporte brasileiro é a Rede Nacional de Treinamento, organizada no governo Dilma, com instalações espalhadas por todo o País. A Rede expressa bem o objetivo de distribuir, por todo o território nacional, os benefícios dos Jogos Rio 2016.

O objetivo da Rede é interligar as instalações esportivas e oferecer espaço para detecção de talentos, formação de categorias de base e treinamento de atletas e equipes, com foco em modalidades olímpicas e paralímpicas. Com ela, haverá o “caminho do atleta”, que lhe garantirá apoio desde que ele inicia sua formação em alguma modalidade, em categorias básicas, até chegar ao ápice do seu desempenho esportivo.

Por isso, a Rede Nacional é constituída por instalações de diferentes padrões e finalidades, desde as mais simples, destinadas à iniciação à prática de algum esporte, até as dedicadas ao treinamento especializado, de atletas e equipes com alto nível de competitividade, que necessitam de estrutura sofisticada para obter os milésimos de segundos de diferença na disputa por medalha.

Centros Nacionais de Treinamento e Complexos Esportivos

Um dos mais importantes elos da Rede Nacional de Treinamento são os centros de treinamento de modalidades esportivas inaugurados ou em fase de conclusão em diversos estados. Além de estruturas exclusivas para determinadas modalidades, também construímos dois complexos multiesportivos: o Centro de Formação Olímpica do Nordeste, em Fortaleza, para até 26 modalidades; e o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, erguido para abrigar 15 modalidades de esportes adaptados, seguindo modelos de países bem-sucedidos nos esportes paralímpicos como a Coreia, Ucrânia e China.

Os outros centros construídos com recursos federais são:

  1. Centro Pan-Americano de Judô, em Lauro de Freitas (BA) – inaugurado
  2. Arena Caixa de Atletismo, em São Bernardo do Campo (SP) – inaugurada
  3. Arena Caixa de Ginástica, em São Bernardo do Campo (SP) – inaugurada
  4. Centro de Excelência em Saltos Ornamentais, na UnB, em Brasília (DF) – inaugurado
  5. Velódromo de Indaiatuba (SP) – inaugurado
  6. Centro de Canoagem Slalom, em Foz do Iguaçu (PR) – reformado
  7. Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP) – inaugurado
  8. Centro de Formação Olímpica do Nordeste, em Fortaleza (CE) – em fase final de obras, mas já testado ao sediar os Jogos Escolares da Juventude em setembro de 2015
  9. Centro de Desenvolvimento do Handebol, em São Bernardo do Campo (SP) – inaugurado em 7 de junho de 2016
  10. Centro de Treinamento do Ciclismo e Pista BMX, em Londrina (PR) – em obras
  11. Centro de Hipismo, em Barretos (SP) – em obras
  12. Centro Nacional de Treinamento do Atletismo, em Cascavel (PR) – em obras
  13. Complexo Esportivo de Badminton, em Teresina (PI) – em obras
  14. Complexo Esportivo da Escola de Educação Física da UFRJ, no Rio de Janeiro (RJ) – inaugurado
  15. Centro Nacional de Tiro Esportivo, em Deodoro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), ampliado para o Rio 2016 – reinaugurado
  16. Centro Nacional de Hipismo, em Deodoro, ampliado para o Rio 2016 – reinaugurado
  17. Centro Nacional de Pentatlo Moderno, em Deodoro, ampliado para o Rio 2016 – reinaugurado
  18. Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, em Deodoro, no Rio de Janeiro – inaugurado
  19. Centro Olímpico de BMX, em Deodoro, na cidade do Rio de Janeiro – inaugurado
  20. Centro de Hóquei sobre Grama, em Deodoro, ampliado para o Rio 2016 – reinaugurado
  21. Arena Deodoro, em Deodoro, na cidade do Rio de Janeiro – inaugurada
  22. Centro Nacional de Atletismo de Deodoro, no Rio de Janeiro, parceria com a Vale – entregue
  23. Centro Olímpico de Tênis, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ) – fase final de obras, mas já testado em dezembro de 2015
  24. Velódromo Olímpico na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ) – fase final de obras
  25. Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), Rio de Janeiro, reforma e ampliação do complexo esportivo para o Rio 2016 – fase final de obras; ginásio poliesportivo reinaugurado em novembro de 2015
  26. Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), Rio, QG do Time Brasil, reforma e ampliação do complexo esportivo para o Rio 2016 – obras em conclusão
  27. Universidade da Força Aérea (Unifa), unidade Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, reforma e ampliação do complexo esportivo para o Rio 2016 – fase final de obras; ginásio poliesportivo inaugurado em março de 2016
  28. Universidade da Força Aérea (Unifa), unidade Barra da Tijuca, Rio, reforma e ampliação do complexo esportivo para o Rio 2016 – obras em andamento
  29. Escola Naval, Rio, QG do Time Brasil – obras em conclusão

CENTROS DE INICIAÇÃO AO ESPORTE

Estão em andamento projetos para construção de 240 Centros de Iniciação ao Esporte – CIEs, em 229 cidades, que terão o objetivo de identificar talentos, formar atletas e incentivar a prática esportiva em territórios de vulnerabilidade social, com instalações esportivas que seguem requisitos oficiais. Desse total, 39 iniciaram obras em 2015, sendo que a primeira unidade, em Franco da Rocha (SP), ficou pronta e tem previsão de entrega neste mês de junho. Cada CIE oferecerá até 13 modalidades olímpicas, seis paralímpicas e uma não-olímpica (futsal).

PISTAS OFICIAIS DE ATLETISMO

Graças a uma sólida parceria com Universidades Federais e estaduais, Forças Armadas, prefeituras, governos estaduais, Confederação Brasileira de Atletismo, federações e clubes, o governo federal, na gestão do presidente Lula e em meu mandato, aprovou projetos para construir ou reformar pistas oficiais de atletismo em todos os estados brasileiros.

Dos 47 projetos aprovados para construção ou reforma com recursos federais, 24 pistas ou centros de treinamento da modalidade já foram entregues, incluindo as de unidades militares no Rio, do Centro Paralímpico, em São Paulo, e do Centro de Formação Olímpica do Nordeste, em Fortaleza. O investimento federal passa de R$ 300 milhões.

Aprovamos também a construção de duas novas pistas na Universidade da Força Aérea, no Rio, uma no Campo dos Afonsos e outra na Barra da Tijuca. Ambas, em fase final de obras, serão palco de treinos para equipes que virão para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos.

LABORATÓRIO BRASILEIRO DE CONTROLE DE DOPAGEM

O Governo Federal construiu um novo prédio e equipou o laboratório antidoping para os Jogos Olímpicos. Em 2015, recuperou a acreditação internacional perdida em 2013, e, desde então, o laboratório vem sendo frequentemente inspecionado – e aprovado – pela Agência Mundial Antidopagem. Trata-se do 30º laboratório acreditado no mundo atualmente e o segundo na América do Sul (o outro fica em Bogotá, na Colômbia).

É um laboratório de excelência, que atua em ensino, pesquisa e extensão, um legado para o esporte, a educação, e a geração de tecnologia para a Universidade Federal do Rio de Janeiro e para todo o Brasil. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 225 milhões em obras, equipamentos de ponta e formação de profissionais, além de acordos de cooperação internacionais.

O Laboratório, que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos Rio 2016, está plenamente operacional e já atuou nas análises de amostras coletadas durante os eventos-teste. O LBCD também já começou a trabalhar com o passaporte biológico em 37 atletas brasileiros, processo que permite o acompanhamento do padrão de sangue ou urina ao longo de um período maior de tempo.


contato@dilma.com.br
Este não será o País do ódio