Para ex-coordenador do Mais Médicos, mudanças no programa e revisão do SUS são políticas elitistas - Dilma Rousseff
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Para ex-coordenador do Mais Médicos, mudanças no programa e revisão do SUS são políticas elitistas

17/05/2016 7:55

Responsável pelo programa Mais Médicos durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Hêider Aurélio Pinto usou as redes sociais, nesta terça-feira (17), para criticar e rebater as possíveis mudanças na saúde pública brasileira, anunciadas pelo governo golpista de Michel Temer. Isso porque, de acordo com informações veiculadas pela imprensa, o novo ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem intenção de reduzir o número de estrangeiros no Mais Médicos e rever o tamanho do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Presidente interino afirma q manterá programas sociais, mas ministro interino anuncia redução de 10 mil médicos estrangeiros do Mais Médicos. […] Interino da Saúde declarou que o Brasil não tem condições de garantir o que a Constituição dá direito: saúde universal e gratuita do SUS. […] É visão política elitista. Mais uma declaração dos interinos que dura 24 horas. Problema é que a intenção é permanente”, disse o médico que foi secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.

Barros é o primeiro ministro da Saúde sem ligação profissional com a área desde 2002. Engenheiro civil e tesoureiro de seu partido, o PP, foi o relator do Orçamento que tentou cortar R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família. Agora, alega que o Estado brasileiro não tem condições de arcar com o SUS.

“Para o ministro interino da Saúde, direitos dos cidadãos devem ser reduzidos e população deve contratar mais planos de saúde”, explicou Hêider Aurélio Pinto. Ele também rebateu as críticas sobre o Mais Médicos. “Médicos brasileiros são prioridade e estão sendo formados. Médicos estrangeiros estão onde faltam os brasileiros”

Após a repercussão negativa, Ricardo Barros voltou atrás e disse que o SUS “está estabelecido”. Uma reportagem publicada hoje revelou, no entanto, que ele teve a campanha eleitoral financiada em parte por um dos principais operadores de planos de saúde do país.

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