Naomi Klein – América Latina

20 de junho de 2017

Trechos sobre a América Latina – Naomi Klein

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  1. Na A.L., nos anos 80, a crise da dívida forçou os países a    privatizar ou morrer  (conforme afirmou um executivo do FMI). Medo e desordem passaram a ser os catalizadores da investida.
  2. A atmosfera de uma crise de grande porte oferece o pretexto necessário para invalidar os desejos expressos pelos eleitores e entregar o país nas mãos dos tecnocratas. Houve casos que a adoção dessas políticas foi efetuada com o apoio das urnas: Reagan, Sarkosy e Macri. Segundo Naomi Klein , “algum tipo de trauma coletivo maior sempre foi necessário ou para suspender as práticas democráticas temporariamente ou para suprimí-las completamente.
  3. Trata-se de um “complexo do capitalismo de desastre”, assim como o complexo industrial militar,  agora é a “indústria da segurança nacional” global – economicamente insignificante antes de 2001 – e, agora, um setor de 200 bilhões de dólares.
  4. Ccmpartilham a defesa da tríade: eliminação da esfera pública, total liberdade para as corporações e gasto social mínimo.
  5. Este complexo é dominado pelas empresas americanas; as cias. britânicas trouxeram sua experiência em câmaras de vigilância; as firmas israelenses cercas e muros, etc.
  6. São sustentadas por Fundação Heritage, Instituto Cato e American Enterprise Institute.
  7. Segundo Naomi Klein, “algum tipo de trauma coletivo maior sempre foi necessário ou para suspender as práticas democráticas temporariamente ou para suprimi-las completamente”.
  8. Em todos os países que adotaram essas políticas neoliberais surgiu uma aliança determinante e poderosa entre algumas poucas corporações de grande porte e uma camada de políticos muito ricos. Eliminou-se as fronteiras entre o Grande Governo e o Grande Negócio. Suas principais características são enormes transferências de riqueza pública para mãos privadas, frequentemente acompanhada de uma explosão do endividamento, uma polarização cada vez maior entre os muito ricos e os pobres descartáveis e um nacionalismo agressivo que justifica gastos exorbitantes com a segurança.
  9. A tortura é também uma metáfora que permeia a doutrina do choque. No golpe,  tenta produzir em uma escala massiva, o que a tortura faz individualmente nas celas dos interrogatórios. Como o preso que não resiste e entrega seus companheiros e abjura sua fé , as sociedades em estado de choque desistem de coisas que em outras situações teriam defendido com toda a força.
  10. Naomi Klein contesta a suposição de que o triunfo do capitalismo desregulado nasceu da liberdade; de que mercados não-regulados caminham passo a passo com a democracia. Pelo contrário, segundo ela essa espécie fundamentalista de capitalismo foi parida pelas formas mais brutais de coerção infringidas tanto sobre o corpo político coletivo quanto sobre os incontáveis corpos individuais. A história do livre mercado contemporâneo – a ascensão das corporações – foi escrita com choques.
  11. Segundo Naomi Klein, um mercado livre para produtos de consumo pode coexistir com um sistema público de saúde, com escolas públicas e com um amplo segmento da economia controlado pelo Estado –como uma empresa petrolífera nacionalizada. É ainda factível exigir que as corporações paguem salários decentes e respeitem direitos dos trabalhadores, que possam formar sindicatos, que os governos cobrem impostos e redistribuam a riqueza afim de reduzir desigualdades que caracterizam o Estado corporativo. Os mercados não precisam ser fundamentalistas mas, quando  sob o domínio do capital financeiro, se tornam implacáveis com os direitos dos trabalhadores.
  12. Na Ámerica Latina,  o que as lideranças conservadores de direita querem  é  criar as condições para que surja a tela branca, grande e limpa preconizda por Friedman, na qual possam escrever a desigualdade e a destruição do Estado Democrático de Direito

 

 

 


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