Na Itália, Dilma afirma que Brasil precisa de um banho de democracia

27 de janeiro de 2017

Durante o seminário “A solidão da democracia”, realizado nesta sexta-feira (27), na Universidade de Salento em Lecce, no sul da Itália, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que acredita na força do povo brasileiro para impedir um outro golpe de Estado no Brasil em 2018 – o possível impedimento da candidatura do ex-presidente Lula ou da própria eleição. “Eu acredito na democracia. O Brasil precisa hoje de um banho de democracia. E isso, você só tem pelo voto”, alegou a presidenta dizendo que defender a democracia é a única arma contra a desigualdade.

Para Dilma, não é possível conceber uma sociedade igualitária reduzindo os espaços de expressão política, como a história provou ao implantar regimes antidemocráticos. “Defender a participação, o debate, e assegurar que se ampliem os espaços de expressão são as únicas armas que temos”, disse. “A democracia passou a ter um papel central no nosso mundo. Ela torna nítido o que é escondido. Por isso, o papel estratégico para construir o novo presente é a democracia. Porque quando você constrói o presente, você está olhando para o futuro”.

Para a presidenta, ao adotar medidas contra o povo, como a emenda constitucional que congela os gastos primários por 20 anos, o atual governo prova não estar preocupado com o futuro do país. “Ao mesmo tempo em que eles não apresentam nenhuma solução para a crise, adotam medidas impopulares. O horizonte desse governo é desconstruir o Estado, a economia e os ganhos sociais dos últimos anos. Essa é a impressão digital desse governo”.

Confira como foi o discurso da presidenta:


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