28 abr

Dilma e Lula participam de ato em defesa do Polo Naval de Rio Grande

Dilma visita Polo Naval de Rio Grande em 2012.
Dilma visita Polo Naval de Rio Grande em 2012. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Presidenta legitimamente eleita do Brasil e uma das responsáveis pela implantação do Polo Naval de Rio Grande, Dilma Rousseff participa neste sábado (29), no Rio Grande do Sul, de um grande ato em defesa deste projeto, ao lado do ex-presidente Lula. Importantes lideranças gaúchas e nacionais integram o movimento organizado pela Frente Brasil Popular.

Além da resistência às reformas trabalhista e previdenciária que impõem perdas aos trabalhadores, a motivação do ato, que começa às 14h30 em Rio Grande, é a luta contra o desmantelamento do Polo decorrente da interrupção dos trabalhos no estaleiro.

As perdas de arrecadação já são sentidas, segundo a prefeitura, além dos empregos. Cerca de 3,2 mil trabalhadores da Ecovix foram demitidos em dezembro do ano passado. Com o agravamento da crise econômica, resultante da instabilidade política criada com o golpe parlamentar sem crime de responsabilidade, que afastou Dilma da Presidência, a interrupção de obras cria enormes dificuldades às empresas e aos trabalhadores da região.

No começo deste mês, os trabalhadores do setor naval realizaram protestos pela retomada das obras da plataforma P-71. Os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, além de deputados federais e estaduais também participam do ato.

27 abr

Dilma quer mesmo tratamento dado por STF a Aécio Neves

Defesa da presidenta eleita entra com petição no TSE para conseguir acesso a documentos e delações

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A defesa da presidenta eleita Dilma Rousseff pediu ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, o mesmo tratamento dispensado pelo ministro Gilmar Mendes ao tucano Aécio Neves, no âmbito do Supremo Tribunal Federal. A isonomia foi solicitada a Benjamin nesta quinta-feira.  O argumento é que Dilma tem sido acusada em delações premiadas, mas não teve acesso aos autos e à íntegra dos depoimentos, colhidos por autoridades da Lava Jato e vazadas seletivamente para a imprensa.

O procedimento que beneficiou Aécio já foi adotado também no caso do ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira. “A situação jurídica é esdrúxula”, disse o advogado Flávio Caetano. “Os acusadores perante o TSE, senadores Aécio Neves e Aloisio Nunes, conseguiram como acusados perante o STF o acesso prévio a depoimento de colaboradores premiados, mas Dilma Rousseff, não”. A petição foi protocolada no TSE.

Segundo Flávio Caetano, o STF autorizou expressamente que tais depoimentos pudessem ser feitos perante o TSE, com manutenção do sigilo judicial. Além disso, os colaboradores premiados assumiram o compromisso de dizer a verdade em juízo, como decorrência do acordo de colaboração premiada que fora homologado pelo STF. Ocorre que o direito ao acesso prévio a depoimentos de colaboradores premiados e respectivos documentos de corroboração não tem sido contemplado à presidente eleita.

Enquanto o Supremo tem assegurado aos investigados o livre e amplo acesso aos termos de colaboração e depoimentos anteriores que embasaram aqueles inquéritos, o mesmo não vem ocorrendo nos autos da investigação em curso no TSE, principalmente a partir dos depoimentos de ex-dirigentes da Odebrecht. Segundo a defesa de Dilma, a investigação do TSE não pode continuar sem que ela tenha acesso ao inteiro teor dos depoimentos já colhidos perante o STF e a Procuradoria Geral da República.

A ÍNTEGRA DA PETIÇÃO PODE SER LIDA AQUI.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

25 abr

Defesa quer provas e documentos de João Santana e Monica Moura

Advogados de Dilma Rousseff entram com petições junto ao ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa vencedora no TSE

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A defesa de Dilma Rousseff apresentou nesta terça-feira, 25, três petições ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que pretende a cassação da chapa vencedora das eleições de 2014. Na primeira petição, os advogados querem que João Santana e Monica Moura, responsáveis pelo marketing da campanha da reeleição, sejam intimados a apresentar, em 48 horas, as provas daquilo que alegaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em depoimento, os dois apontaram que Dilma Rousseff tinha conhecimento do uso de dinheiro do caixa dois na campanha presidencial de 2014. Em nota à imprensa, divulgada no site oficial, na noite de 24 de abril, Dilma negou que tivesse autorizado ou tomado conhecimento da destinação de recursos não contabilizados para a sua reeleição. Ela declarou que o casal havia faltado com a verdade no depoimento prestado à Justiça Eleitoral. 

Os advogados pediram ainda ao relator que solicite à Operação Lava Jato todos os depoimentos do casal, colhidos pelos investigadores. A solicitação seria extensiva ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, e ao juiz Sérgio Fernando Moro, da Justiça Federal de Curitiba. Os depoimentos de Santana e Moura foram colhidos pela Justiça Federal.

Ainda sobre o mesmo tema, a defesa de Dilma pediu a Benjamin que sejam trazidos aos autos todos os documentos e informações obtidos a partir da cooperação jurídica firmada entre Brasil e Suíça, referentes à conta Shellbill, que pertence a Monica Moura e João Santana.

A última petição insiste com o ministro-relator que, diante da decisão do STF em levantar o sigilo das delações do grupo Odebrecht, solicite ao ministro Edson Fachin o compartilhamento de tais delações com o TSE. Os advogados querem fazer o cotejo entre aquilo que foi afirmado no âmbito da Justiça Eleitoral e o anteriormente alegado pelos delatores perante o STF.

Os advogados de Dilma esperam exercitar a plenitude do direito de defesa da presidenta eleita e demonstrar as mentiras apresentadas perante a Justiça Eleitoral, tanto pelos executivos do grupo Odebrecht quanto pelo casal João Santana e Monica Moura. Isso já ocorreu em relação a outro delator, o senhor Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, que prestou falso testemunho perante a Justiça Eleitoral.

Eis as três petições: PET 1, PET 2 e PET 3.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

24 abr

Sobre os depoimentos de João Santana e Mônica Moura

Sobre os depoimentos sigilosos prestados pelo casal João Santana e Monica Moura, nesta segunda-feira, 24 de abril, perante a Justiça Eleitoral, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

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1. João Santana e Monica Moura faltaram com a verdade no depoimento colhido pelo ministro relator Herman Benjamin, fazendo afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova.

2. Dilma Rousseff nunca negociou diretamente quaisquer pagamentos em suas campanhas eleitorais, e sempre determinou expressamente a seus coordenadores de campanha que a legislação eleitoral fosse rigorosamente cumprida e respeitada.

3. Tudo indica que o casal, por força da sua prisão por um longo período, tenha sido induzido a delatar fatos inexistentes, com o objetivo de ganhar sua liberdade e de atenuar as penas impostas por uma eventual condenação futura.

4. As evidências demonstram que, pelos pagamentos declarados ao TSE pela campanha de Dilma Rousseff de 2014, João Santana e Monica Moura foram os profissionais de marketing mais bem pagos na história das eleições no Brasil, recebendo nada menos que R$ 70 milhões de reais.

5. Desse modo, não havia e nunca houve qualquer razão ou motivo para que o casal recebesse nenhum centavo a mais pelos serviços prestados à campanha da reeleição, especialmente nos montantes pretendidos por Mônica Moura e muito menos por meio de pagamentos não contabilizados.

6. A presidenta eleita Dilma Rousseff repudia, mais uma vez, o vazamento seletivo de trechos dos depoimentos, renovando a necessidade de rigorosa investigação pela Justiça Eleitoral, como a sua defesa denunciara em outra oportunidade.
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ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

24 abr

Dilma expressa solidariedade aos familiares de mortos no Mato Grosso

Frente à bárbara chacina na Gleba Taquaruçu do Norte, no Mato Grosso,  expresso minha solidariedade às famílias das nove vítimas, trabalhadores rurais.

São necessárias ações concretas de governo para realizar a justiça no campo, uma prioridade que defendemos e implementamos em nosso governo.

A sociedade brasileira exige a punição dos responsáveis, diretos e mandantes.

DILMA ROUSSEFF

23 abr

Dilma fala sobre os riscos à democracia, em conferência no México

Presidente legítima do Brasil, mas afastada do cargo pelo golpe parlamentar de 2016, Dilma Rousseff estará nesta segunda-feira na Cidade do México, para participar do colóquio “Clacso 50 Anos – América Latina, política e futuro”, organizado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais.  A conferência magistral,  intitulada “O futuro da democracia na América Latina”, será apresentada por Dilma às 19h30 (horário local), no Teatro da Cidade do México.

Participam da palestra como convidados Alejandro Encinas Rodríguez, senador e ex-chefe de Governo do Distrito Federal, e Guadalupe Valencia, da Universidade Nacional Autônoma de México. A conferência de Dilma será mediada pelo professor Pablo Gentili, secretário-executivo da CLACSO e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

21 abr

Dilma dá palestra no sábado em Harvard

Presidenta eleita fala sobre os desafios da América Latina na Latin American Conference. Na segunda, ela estará no México para falar sobre o futuro da América Latina

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Em sua última etapa de viagem pelos Estados Unidos, a presidenta eleita Dilma Rousseff participa, em Boston, neste sábado, da Latin American Conference, na Universidade de Harvard. Ela vai proferir palestra às 11h (horário de Brasília) para tratar dos desafios da América Latina. Dilma foi aos Estados Unidos para falar sobre a crise institucional brasileira e os desafios para o país depois do Golpe de 2016, que a afastou do governo.

Assim como a Brazil Conference, que trouxe importantes personalidades da vida pública brasileira, o evento deste sábado é organizado pelos alunos da Kennedy School, uma das mais importantes instituições vinculadas a Harvard, dedicada aos estudos sobre governos. O evento será transmitido ao vivo pela fanpage de Dilma no Facebook: facebook.com/dilmarousseff.

Ainda em Boston a presidenta brasileira, afastada pelo golpe parlamentar em 2016, participará de seminário organizado pelo professor e historiador brasileiro Sidney Chalhoub, especialista em estudos latino americanos de Harvard. 

México

De Boston, Dilma Rousseff segue para o México, onde participa do colóquio “Clacso 50 Anos – América Latina, política e futuro”, organizado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais.  A conferencia magistral será apresentada por Dilma às 19h30 (horário local), na segunda-feira, 24 de abril.

Participam da palestra como convidados Alejandro Encinas Rodríguez, senador e ex-chefe de Governo do Distrito Federal, e Guadalupe Valencia, da Universidade Nacional Autônoma de México. A conferência de Dilma será mediada pelo professor Pablo Gentili, secretário-executivo da CLACSO e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Dilma viajou para os Estados Unidos a convite das principais universidades americanas, como Harvard, Columbia, George Washington, Brown e Princeton. Ela ainda manteve encontros com personalidades públicas americanas, incluindo acadêmicos e especialistas em política, além de reuniões com ativistas de direitos humanos da Brazil Expats, que denunciaram o golpe parlamentar brasileiro que a afastou da Presidência no ano passado.

Em Washington, a presidenta legítima do Brasil reuniu-se com sindicalistas da AFL-CIO, central sindical de trabalhadores dos Estados Unidos, para denunciar as reformas do governo Temer em discussão no Congresso brasileiro. Ela classificou de retrocesso as reformas previdenciária e trabalhista encaminhadas pelo Palácio do Planalto, porque retiram direitos e sacrificam as aposentadoriasdos trabalhadores brasileiros. 

19 abr

Sobre os depoimentos de João Santana e Monica Moura

A propósito das informações de que o jornalista João Santana e sua mulher, Monica Moura, afirmaram ter recebido recursos por meio de caixa dois nas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, a Assessoria de Imprensa esclarece:

1. Dilma Rousseff nunca autorizou, em suas campanhas, a arrecadação de recursos por meio de caixa dois. As únicas pessoas autorizadas a captar dinheiro, em conformidade com a legislação eleitoral, foram os tesoureiros regularmente investidos nessas funções nas campanhas de 2010 e 2014.

2. Nas duas eleições, a orientação de Dilma Rousseff sempre foi clara e direta para que fosse respeitada a legislação eleitoral em todos os atos de campanha. Ela nunca teve conhecimento de que suas ordens tenham sido desrespeitadas. Todos que participaram nas instâncias de coordenação das duas campanhas sempre tiveram total ciência dessa determinação.

3. Dilma Rousseff espera que as investigações, que precisam ser conduzidas de maneira isenta e imparcial, permitam ao final que a Justiça seja feita, em respeito ao Estado Democrático de Direito.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

19 abr

Dilma se encontra hoje com líderes sindicais em Washington 

Na Universidade George Washington, a presidenta eleita denunciou o papel da grande mídia no cenário de instabilidade política brasileira

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A presidenta eleita Dilma Rousseff estará reunida, nesta quarta-feira, 19 de abril, com sindicalistas norte-americanos, em Washington. Ela será recebida na sede da AFL/CIO, a principal central de trabalhadores norte-americana, para dialogar sobre direitos trabalhistas.

Dilma está preocupada com o andamento da reforma trabalhista e previdenciária, em discussão no Congresso brasileiro, que retira direitos e aumenta o tempo de contribuição e de idade para a aposentadoria.  Ela é contra as propostas apresentadas pelo governo Temer. No final da tarde, estará com brasileiros que atuam na rede Brazil Expats, uma das entidades que prepararam sua ida aos Estados Unidos.

Dilma vem fazendo duras críticas ao governo Temer em sua viagem pelos Estados Unidos, acusando-o de impor uma agenda impopular e regressiva. Ela já acusou o atual ocupante do Palácio do Planalto, bem como os líderes do governo, de tramarem sua derrubada para promover uma agenda anti-social ao país.

LULA 

Ontem, em encontro com estudantes e acadêmicos, na capital dos Estados Unidos, a presidenta deposta comentou a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado como favorito nas últimas pesquisas de intenção de voto. “Quem vencer terá legitimidade para a discussão de um grande pacto político com a sociedade, uma saída para a democracia no Brasil”, afirmou. 

Na palestra proferida ontem de tarde na Universidade George Washington, Dilma criticou duramente o “jornalismo de guerra” praticado por setores da grande imprensa brasileira. “Quatro ou cinco veículos, em regime de monopólio, tentam controlar a opinião pública, escolhendo o que e como a política deve ser vista”, disse. “A crítica a essa prática é tratada como tentativa de redução da liberdade de imprensa, o que é a maior pós-verdade”.

Deposta por um golpe parlamentar em 2016, a presidenta comentou o levantamento feito pelo site Poder 360, indicando que ela e Lula foram alvos da Rede Globo nas últimas semanas, que manipulou o noticiário, de maneira seletiva e suspeita, destinou 25% das últimas edições do Jornal Nacional, desde a semana passada, de todo o noticiário sobre as acusações a políticos no país.

Lotado de estudantes brasileiros, norte-americanos e africanos, o auditório do Instituto de Política Internacional da Elliot School de Relações Internacionais aplaudiu de pé Dilma. Ela convocou a todos para um encontro com a democracia no Brasil.

Nos últimos dez dias Dilma esteve em universidades de Nova York, além de Harvard (Boston) e George Washington, na capital americana. Ela retorna ainda esta semana a Cambridge para participar da Latin American Conference.

18 abr

A prova do “jornalismo de guerra” praticado pela Globo

O jornalista André Shalders,  do site Poder 360, compilou nesta terça-feira, 18, o tempo dedicado pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão a cada um dos citados nas delações da Odebrecht. Você pode ler a reportagem aqui.

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É a prova de que o “jornalismo de guerra” continua, mesmo depois do processo fraudulento de impeachment.

Vejam a tabela acima. Dedicam a mim e ao Lula quase uma hora de cobertura da TV e “escondem” o PMDB, o PSDB e o  ilegítimo presidente Michel Temer.

O Jornalismo de Guerra da Rede Globo tem sido a maior arma contra a democracia e o desenvolvimento do país e os direitos da nossa população.

A Rede Globo insiste nas suas tentativas de manipular a opinião do povo brasileiro.  É tão escancarada a manipulação que não irá dar certo.

Dilma Rousseff

 

16 abr

Impasse dos golpistas: ou entregam o que prometeram ou perdem prazo de validade

A presidenta legítima do Brasil, Dilma Rousseff, dá continuidade nesta segunda feira (17/04) à agenda de conferências e debates nos Estados Unidos. Após passar por Harvard, Princeton, Brown, Columbia e News School, Dilma fará palestras nas Universidades George Washington e Howard e se reunirá com pesquisadores da American University, todas sediadas em Washington. Ela também se encontra com grupos de ativistas que atuam internacionalmente contra o golpe parlamentar que a retirou da Presidência em agosto de 2016.

IMPASSES DOS GOLPISTAS

Segundo Dilma, os golpistas hoje vivem uma situação de muita dificuldade, um impasse, pois “ou eles entregam o que prometeram ao mercado e à mídia, ou perdem o prazo de validade. Acontece que haverá insatisfações monumental no Brasil com as perdas de direitos, e isso cria impasses em várias dimensões, já que os políticos no Congresso precisam dos seus eleitores”.

Portanto, na sua análise, a saída está no campo político, com a reunificação do País nas urnas, em 2018:

“Não haverá condição de estabilidade no País se a Constituição Federal não voltar a viger plenamente, se os espaços democráticos não forem restabelecidos, sem uma constituinte exclusiva que promova uma ampla reforma política. Para esses tempos estamos que estamos vivendo, é preciso firmeza e determinação e expandir o espaço democrático”.

MULHERES E MISOGINIA

Na semana passada foram intensas as atividades em três grandes universidades nova-iorquinas, mas também foi marcante a receptividade a Dilma Rousseff por movimentos sociais e políticos.

Um desses encontros foi organizado pela Fundação Ford, um almoço com 50 das mais importantes lideranças do movimento feminista sediado nos Estados Unidos. Redes, ongs e fundos internacionais de mulheres em luta pela igualdade e empoderamento social, político e econômico, como Centro pela Liderança Global das Mulheres, Fundo Global para Mulheres, Gênero e Trabalho, Fundo de Ação Urgente para Mulheres, entre outros, e redes internacionais pelo fim de todas as formas de discriminação e o racismo receberam Dilma no Church Center, em frente à sede das Nações Unidas para prestar solidariedade.

Elas ouviram e debateram sobre a genealogia do golpe e o peso da misoginia no processo implementado contra a presidenta e o seu projeto político:

“A pobreza no Brasil tem a cara de mulher, de negro, de mulher negra, e a desigualdade de gênero pode ser vista pela violência. Um tema pelo qual trabalhamos muito, com leis e políticas. Nós acreditamos nas mulheres e depositamos nelas muito de nossos programas de distribuição de renda e de riqueza. Infelizmente isso vem sendo desmontado, as políticas para mulheres, negros, indígenas, pois o governo que assumiu após o golpe é neoliberal e ultraconservador, é contra as mulheres, é de homens brancos, ricos, velhos”.

Sobre o caráter misógino do golpe, Dilma respondeu: “Eu não tenho nenhuma dúvida do aspecto misógino do golpe, pois as minhas características foram interpretadas a partir de um viés machista. ‘Firme,’ no meu caso é ‘dura’, ‘sensível‘, no meu caso é ‘ instável ‘, ‘ trabalhadora ,’ no meu caso é ‘ workaholic ou seja, me cobriram de estereótipos para me desqualificar como pessoa pública, como sempre fizeram com as mulheres”.

Ela responsabilizou a mídia pela construção de um imaginário contrário às mulheres, defendendo a necessidade de enfrentar o oligopólio nos meios de comunicação no País.

No entanto, acrescentou, “pela primeira vez , com a minha eleição, as meninas desse País puderam ver que podem ser presidentes e até brincar de presidentes. Isso muda a cultura, muda a história, traz esperanças a essas meninas”.

 

DEFEND DEMOCRACY IN BRAZIL

Da forma característica como atua, com criatividade e resistência nas ruas e na mídia, Dilma foi recepcionada na sede do The Murphy Institute, uma escola superior de Nova Iorque vinculada ao movimento sindical, pelo movimento Defend Democracy no Brasil. Ativistas sindicais, LGBTs, negros e feministas, entre outros, apresentaram as estratégias de rua usadas para denunciar o golpe em 2016, o que mantém o grupo unificado nas atividades permanentes que realiza. Dilma falou sobre o ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil.

“Embora acompanhe do Brasil, somente ao chegar aqui me dei conta do tamanho da resistência ao golpe fora do País. Esse trabalho tem sido decisivo para furar o bloqueio, em especial da mídia”, afirmou a presidenta.

Respondendo sobre o papel do ativismo hoje, reafirmou: “Conhecer para compreender e continuar demonstrando que a democracia foi violada, que 54 milhões 518 mil votos foram desrespeitados, e que precisamos resgatá-la com novas eleições e uma constituinte exclusiva”.

Na sua avaliação, as eleições no Brasil sempre foram momentos de transformação, sendo urgente e necessário recolocá-las na pauta da sociedade brasileira. “A outra luta é na resistência ao projeto de enquadramento no Brasil na agenda neoliberal, a razão fundamental do golpe, e a perda de direitos como forma de viabilizar um Estado a serviço do mercado, como eles desejam”.

 

AGENDA

A democracia no Brasil e seus desafios é o tema central de suas falas públicas a professores, estudantes, pesquisadores e ativistas. Na Howard University, uma escola superior fundada em 1876 em defesa do direito à educação e direitos civis da população afro-americana, enfatizará o tema da cultura do privilégio no país, o que dificulta a construção de uma sociedade menos desigual e a persistência do racismo. Com pesquisadores da American University, instituição dedicada aos estudos latino-americanos, Dilma deverá falar sobre a razão principal do golpe, o enquadramento econômico, social e geopolítico do Brasil no projeto neoliberal.

Na terça-feira, a presidenta profere conferência na George Washington University, onde enfatizará o processo de luta e resistência pela democracia, a convite da instituição. Esse evento será transmitido ao vivo.

Durante a semana, Dilma conversa com estudiosos no campo da Economia e da Ciência Política e se reúne com ativistas de direitos humanos, Brazil Expats, que atuam contra o golpe parlamentar sem crime de responsabilidade no Brasil. E com sindicalistas na sede da AFL-CIO para troca ideias acerca das ameaças e perdas dos trabalhadores brasileiros com as reformas que o atual governo pretende aprovar.

16 abr

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF

José Eduardo Cardozo vê na entrevista o fato novo que reforça tese de nulidade do impeachment da presidenta eleita. Processo para afastamento foi aberto por Cunha por pura vingança. É que Dilma não cedeu à chantagem

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A defesa de Dilma Rousseff apresenta nesta segunda-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado, como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. “A confissão do senhor Michel Temer é fato novo e será incluído no mandado de segurança que está tramitando no STF questionando a legalidade do processo de impeachment”, diz o advogado José Eduardo Cardozo. “É a prova de que Cunha abriu o processo por vingança”.

Na entrevista concedida a Band (veja o vídeo acima), Michel Temer confessa que, em 2015, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, admitiu que só aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff porque o PT teria se recusado a dar-lhe os três votos no Conselho de Ética, que permitiriam sua absolvição e preservação do mandato parlamentar. Na época, o Conselho de Ética da Câmara apurava a quebra de decoro de Cunha. Ele foi flagrado mentido e jurando não ter contas na Suíça. “A prova de que Dilma foi vítima de uma vingança está reforçada pelo que disse Michel Temer”, comentou Cardozo.

Na entrevista à Band, Temer disse: “Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar. Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos de impedimento’. Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião”.

E continua: “No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética]. Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento’”. Temer conclui: “Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”.

Segundo Cardozo, a prova de que Dilma foi vítima da vingança de Cunha, e que o processo de impeachment teve como origem esse desvio de finalidade é suficiente para anular o processo. “O Supremo tem agora a prova de que não foram as pedaladas fiscais que levaram Eduardo Cunha a aceitar o processo de impeachment, mas a vingança porque ela não cedeu às suas chantagens”, disse o advogado da presidenta eleita.

13 abr

Dilma: “O senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade”

Presidenta eleita reitera em nota: nunca pediu recursos para a campanha ao empresário e refuta as insinuações de tenha beneficiado a construtora

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NOTA À IMPRENSA

A propósito das referências ao nome de Dilma Rousseff nas delações firmadas por executivos da Odebrecht, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita esclarece:

  1. É fato notório que Dilma Rousseff nunca manteve relação de amizade ou de proximidade com o senhor Marcelo Odebrecht. Muitas vezes os pleitos da empresa não foram atendidos por decisões do governo, em respeito ao interesse público. Essa relação distante, e em certa medida conflituosa, ficou evidenciada em passagens do depoimento prestado pelo senhor Marcelo Odebrecht.
  1. É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição. Ele não consegue demonstrar tais insinuações em seu depoimento. E por um simples motivo: isso nunca ocorreu. Ou seja: o senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade.
  1. Também são falsas as acusações de que Dilma Rousseff tenha tomado qualquer decisão para beneficiar diretamente a Odebrecht ou mesmo qualquer outro grupo econômico. Todas as decisões do seu governo foram voltadas ao desenvolvimento do país, buscando o bem estar da população, a partir do programa eleito nas urnas.
  1. Após meses de insinuações, suspeitas infundadas e vazamentos seletivos de acusações feitas indevidamente por dirigentes da Odebrecht, finalmente Dilma Rousseff terá acesso a íntegra das declarações. Não conseguirão atingir a sua honra e a sua vida pública, porque tais acusações são mentirosas.
  1. A presidenta eleita espera que as investigações transcorram com imparcialidade e transparência, sem acobertamentos políticos ou direcionamentos para favorecer líderes políticos. A verdade dos fatos será demonstrada. Não são insinuações ou mentiras, lançadas por empresários ou executivos de uma construtora, que esconderão ou mesmo distorcerão os fatos. A verdade vai triunfar, apesar dos ataques.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF


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