23 abr

Dilma fala sobre os riscos à democracia, em conferência no México

Presidente legítima do Brasil, mas afastada do cargo pelo golpe parlamentar de 2016, Dilma Rousseff estará nesta segunda-feira na Cidade do México, para participar do colóquio “Clacso 50 Anos – América Latina, política e futuro”, organizado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais.  A conferência magistral,  intitulada “O futuro da democracia na América Latina”, será apresentada por Dilma às 19h30 (horário local), no Teatro da Cidade do México.

Participam da palestra como convidados Alejandro Encinas Rodríguez, senador e ex-chefe de Governo do Distrito Federal, e Guadalupe Valencia, da Universidade Nacional Autônoma de México. A conferência de Dilma será mediada pelo professor Pablo Gentili, secretário-executivo da CLACSO e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

21 abr

Dilma dá palestra no sábado em Harvard

Presidenta eleita fala sobre os desafios da América Latina na Latin American Conference. Na segunda, ela estará no México para falar sobre o futuro da América Latina

.

Em sua última etapa de viagem pelos Estados Unidos, a presidenta eleita Dilma Rousseff participa, em Boston, neste sábado, da Latin American Conference, na Universidade de Harvard. Ela vai proferir palestra às 11h (horário de Brasília) para tratar dos desafios da América Latina. Dilma foi aos Estados Unidos para falar sobre a crise institucional brasileira e os desafios para o país depois do Golpe de 2016, que a afastou do governo.

Assim como a Brazil Conference, que trouxe importantes personalidades da vida pública brasileira, o evento deste sábado é organizado pelos alunos da Kennedy School, uma das mais importantes instituições vinculadas a Harvard, dedicada aos estudos sobre governos. O evento será transmitido ao vivo pela fanpage de Dilma no Facebook: facebook.com/dilmarousseff.

Ainda em Boston a presidenta brasileira, afastada pelo golpe parlamentar em 2016, participará de seminário organizado pelo professor e historiador brasileiro Sidney Chalhoub, especialista em estudos latino americanos de Harvard. 

México

De Boston, Dilma Rousseff segue para o México, onde participa do colóquio “Clacso 50 Anos – América Latina, política e futuro”, organizado pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais.  A conferencia magistral será apresentada por Dilma às 19h30 (horário local), na segunda-feira, 24 de abril.

Participam da palestra como convidados Alejandro Encinas Rodríguez, senador e ex-chefe de Governo do Distrito Federal, e Guadalupe Valencia, da Universidade Nacional Autônoma de México. A conferência de Dilma será mediada pelo professor Pablo Gentili, secretário-executivo da CLACSO e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Dilma viajou para os Estados Unidos a convite das principais universidades americanas, como Harvard, Columbia, George Washington, Brown e Princeton. Ela ainda manteve encontros com personalidades públicas americanas, incluindo acadêmicos e especialistas em política, além de reuniões com ativistas de direitos humanos da Brazil Expats, que denunciaram o golpe parlamentar brasileiro que a afastou da Presidência no ano passado.

Em Washington, a presidenta legítima do Brasil reuniu-se com sindicalistas da AFL-CIO, central sindical de trabalhadores dos Estados Unidos, para denunciar as reformas do governo Temer em discussão no Congresso brasileiro. Ela classificou de retrocesso as reformas previdenciária e trabalhista encaminhadas pelo Palácio do Planalto, porque retiram direitos e sacrificam as aposentadoriasdos trabalhadores brasileiros. 

19 abr

Sobre os depoimentos de João Santana e Monica Moura

A propósito das informações de que o jornalista João Santana e sua mulher, Monica Moura, afirmaram ter recebido recursos por meio de caixa dois nas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, a Assessoria de Imprensa esclarece:

1. Dilma Rousseff nunca autorizou, em suas campanhas, a arrecadação de recursos por meio de caixa dois. As únicas pessoas autorizadas a captar dinheiro, em conformidade com a legislação eleitoral, foram os tesoureiros regularmente investidos nessas funções nas campanhas de 2010 e 2014.

2. Nas duas eleições, a orientação de Dilma Rousseff sempre foi clara e direta para que fosse respeitada a legislação eleitoral em todos os atos de campanha. Ela nunca teve conhecimento de que suas ordens tenham sido desrespeitadas. Todos que participaram nas instâncias de coordenação das duas campanhas sempre tiveram total ciência dessa determinação.

3. Dilma Rousseff espera que as investigações, que precisam ser conduzidas de maneira isenta e imparcial, permitam ao final que a Justiça seja feita, em respeito ao Estado Democrático de Direito.

.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

19 abr

Dilma se encontra hoje com líderes sindicais em Washington 

Na Universidade George Washington, a presidenta eleita denunciou o papel da grande mídia no cenário de instabilidade política brasileira

.

A presidenta eleita Dilma Rousseff estará reunida, nesta quarta-feira, 19 de abril, com sindicalistas norte-americanos, em Washington. Ela será recebida na sede da AFL/CIO, a principal central de trabalhadores norte-americana, para dialogar sobre direitos trabalhistas.

Dilma está preocupada com o andamento da reforma trabalhista e previdenciária, em discussão no Congresso brasileiro, que retira direitos e aumenta o tempo de contribuição e de idade para a aposentadoria.  Ela é contra as propostas apresentadas pelo governo Temer. No final da tarde, estará com brasileiros que atuam na rede Brazil Expats, uma das entidades que prepararam sua ida aos Estados Unidos.

Dilma vem fazendo duras críticas ao governo Temer em sua viagem pelos Estados Unidos, acusando-o de impor uma agenda impopular e regressiva. Ela já acusou o atual ocupante do Palácio do Planalto, bem como os líderes do governo, de tramarem sua derrubada para promover uma agenda anti-social ao país.

LULA 

Ontem, em encontro com estudantes e acadêmicos, na capital dos Estados Unidos, a presidenta deposta comentou a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado como favorito nas últimas pesquisas de intenção de voto. “Quem vencer terá legitimidade para a discussão de um grande pacto político com a sociedade, uma saída para a democracia no Brasil”, afirmou. 

Na palestra proferida ontem de tarde na Universidade George Washington, Dilma criticou duramente o “jornalismo de guerra” praticado por setores da grande imprensa brasileira. “Quatro ou cinco veículos, em regime de monopólio, tentam controlar a opinião pública, escolhendo o que e como a política deve ser vista”, disse. “A crítica a essa prática é tratada como tentativa de redução da liberdade de imprensa, o que é a maior pós-verdade”.

Deposta por um golpe parlamentar em 2016, a presidenta comentou o levantamento feito pelo site Poder 360, indicando que ela e Lula foram alvos da Rede Globo nas últimas semanas, que manipulou o noticiário, de maneira seletiva e suspeita, destinou 25% das últimas edições do Jornal Nacional, desde a semana passada, de todo o noticiário sobre as acusações a políticos no país.

Lotado de estudantes brasileiros, norte-americanos e africanos, o auditório do Instituto de Política Internacional da Elliot School de Relações Internacionais aplaudiu de pé Dilma. Ela convocou a todos para um encontro com a democracia no Brasil.

Nos últimos dez dias Dilma esteve em universidades de Nova York, além de Harvard (Boston) e George Washington, na capital americana. Ela retorna ainda esta semana a Cambridge para participar da Latin American Conference.

18 abr

A prova do “jornalismo de guerra” praticado pela Globo

O jornalista André Shalders,  do site Poder 360, compilou nesta terça-feira, 18, o tempo dedicado pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão a cada um dos citados nas delações da Odebrecht. Você pode ler a reportagem aqui.

Captura de Tela 2017-04-18 às 18.02.41

É a prova de que o “jornalismo de guerra” continua, mesmo depois do processo fraudulento de impeachment.

Vejam a tabela acima. Dedicam a mim e ao Lula quase uma hora de cobertura da TV e “escondem” o PMDB, o PSDB e o  ilegítimo presidente Michel Temer.

O Jornalismo de Guerra da Rede Globo tem sido a maior arma contra a democracia e o desenvolvimento do país e os direitos da nossa população.

A Rede Globo insiste nas suas tentativas de manipular a opinião do povo brasileiro.  É tão escancarada a manipulação que não irá dar certo.

Dilma Rousseff

 

16 abr

Impasse dos golpistas: ou entregam o que prometeram ou perdem prazo de validade

A presidenta legítima do Brasil, Dilma Rousseff, dá continuidade nesta segunda feira (17/04) à agenda de conferências e debates nos Estados Unidos. Após passar por Harvard, Princeton, Brown, Columbia e News School, Dilma fará palestras nas Universidades George Washington e Howard e se reunirá com pesquisadores da American University, todas sediadas em Washington. Ela também se encontra com grupos de ativistas que atuam internacionalmente contra o golpe parlamentar que a retirou da Presidência em agosto de 2016.

IMPASSES DOS GOLPISTAS

Segundo Dilma, os golpistas hoje vivem uma situação de muita dificuldade, um impasse, pois “ou eles entregam o que prometeram ao mercado e à mídia, ou perdem o prazo de validade. Acontece que haverá insatisfações monumental no Brasil com as perdas de direitos, e isso cria impasses em várias dimensões, já que os políticos no Congresso precisam dos seus eleitores”.

Portanto, na sua análise, a saída está no campo político, com a reunificação do País nas urnas, em 2018:

“Não haverá condição de estabilidade no País se a Constituição Federal não voltar a viger plenamente, se os espaços democráticos não forem restabelecidos, sem uma constituinte exclusiva que promova uma ampla reforma política. Para esses tempos estamos que estamos vivendo, é preciso firmeza e determinação e expandir o espaço democrático”.

MULHERES E MISOGINIA

Na semana passada foram intensas as atividades em três grandes universidades nova-iorquinas, mas também foi marcante a receptividade a Dilma Rousseff por movimentos sociais e políticos.

Um desses encontros foi organizado pela Fundação Ford, um almoço com 50 das mais importantes lideranças do movimento feminista sediado nos Estados Unidos. Redes, ongs e fundos internacionais de mulheres em luta pela igualdade e empoderamento social, político e econômico, como Centro pela Liderança Global das Mulheres, Fundo Global para Mulheres, Gênero e Trabalho, Fundo de Ação Urgente para Mulheres, entre outros, e redes internacionais pelo fim de todas as formas de discriminação e o racismo receberam Dilma no Church Center, em frente à sede das Nações Unidas para prestar solidariedade.

Elas ouviram e debateram sobre a genealogia do golpe e o peso da misoginia no processo implementado contra a presidenta e o seu projeto político:

“A pobreza no Brasil tem a cara de mulher, de negro, de mulher negra, e a desigualdade de gênero pode ser vista pela violência. Um tema pelo qual trabalhamos muito, com leis e políticas. Nós acreditamos nas mulheres e depositamos nelas muito de nossos programas de distribuição de renda e de riqueza. Infelizmente isso vem sendo desmontado, as políticas para mulheres, negros, indígenas, pois o governo que assumiu após o golpe é neoliberal e ultraconservador, é contra as mulheres, é de homens brancos, ricos, velhos”.

Sobre o caráter misógino do golpe, Dilma respondeu: “Eu não tenho nenhuma dúvida do aspecto misógino do golpe, pois as minhas características foram interpretadas a partir de um viés machista. ‘Firme,’ no meu caso é ‘dura’, ‘sensível‘, no meu caso é ‘ instável ‘, ‘ trabalhadora ,’ no meu caso é ‘ workaholic ou seja, me cobriram de estereótipos para me desqualificar como pessoa pública, como sempre fizeram com as mulheres”.

Ela responsabilizou a mídia pela construção de um imaginário contrário às mulheres, defendendo a necessidade de enfrentar o oligopólio nos meios de comunicação no País.

No entanto, acrescentou, “pela primeira vez , com a minha eleição, as meninas desse País puderam ver que podem ser presidentes e até brincar de presidentes. Isso muda a cultura, muda a história, traz esperanças a essas meninas”.

 

DEFEND DEMOCRACY IN BRAZIL

Da forma característica como atua, com criatividade e resistência nas ruas e na mídia, Dilma foi recepcionada na sede do The Murphy Institute, uma escola superior de Nova Iorque vinculada ao movimento sindical, pelo movimento Defend Democracy no Brasil. Ativistas sindicais, LGBTs, negros e feministas, entre outros, apresentaram as estratégias de rua usadas para denunciar o golpe em 2016, o que mantém o grupo unificado nas atividades permanentes que realiza. Dilma falou sobre o ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil.

“Embora acompanhe do Brasil, somente ao chegar aqui me dei conta do tamanho da resistência ao golpe fora do País. Esse trabalho tem sido decisivo para furar o bloqueio, em especial da mídia”, afirmou a presidenta.

Respondendo sobre o papel do ativismo hoje, reafirmou: “Conhecer para compreender e continuar demonstrando que a democracia foi violada, que 54 milhões 518 mil votos foram desrespeitados, e que precisamos resgatá-la com novas eleições e uma constituinte exclusiva”.

Na sua avaliação, as eleições no Brasil sempre foram momentos de transformação, sendo urgente e necessário recolocá-las na pauta da sociedade brasileira. “A outra luta é na resistência ao projeto de enquadramento no Brasil na agenda neoliberal, a razão fundamental do golpe, e a perda de direitos como forma de viabilizar um Estado a serviço do mercado, como eles desejam”.

 

AGENDA

A democracia no Brasil e seus desafios é o tema central de suas falas públicas a professores, estudantes, pesquisadores e ativistas. Na Howard University, uma escola superior fundada em 1876 em defesa do direito à educação e direitos civis da população afro-americana, enfatizará o tema da cultura do privilégio no país, o que dificulta a construção de uma sociedade menos desigual e a persistência do racismo. Com pesquisadores da American University, instituição dedicada aos estudos latino-americanos, Dilma deverá falar sobre a razão principal do golpe, o enquadramento econômico, social e geopolítico do Brasil no projeto neoliberal.

Na terça-feira, a presidenta profere conferência na George Washington University, onde enfatizará o processo de luta e resistência pela democracia, a convite da instituição. Esse evento será transmitido ao vivo.

Durante a semana, Dilma conversa com estudiosos no campo da Economia e da Ciência Política e se reúne com ativistas de direitos humanos, Brazil Expats, que atuam contra o golpe parlamentar sem crime de responsabilidade no Brasil. E com sindicalistas na sede da AFL-CIO para troca ideias acerca das ameaças e perdas dos trabalhadores brasileiros com as reformas que o atual governo pretende aprovar.

16 abr

Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF

José Eduardo Cardozo vê na entrevista o fato novo que reforça tese de nulidade do impeachment da presidenta eleita. Processo para afastamento foi aberto por Cunha por pura vingança. É que Dilma não cedeu à chantagem

.

A defesa de Dilma Rousseff apresenta nesta segunda-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado, como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. “A confissão do senhor Michel Temer é fato novo e será incluído no mandado de segurança que está tramitando no STF questionando a legalidade do processo de impeachment”, diz o advogado José Eduardo Cardozo. “É a prova de que Cunha abriu o processo por vingança”.

Na entrevista concedida a Band (veja o vídeo acima), Michel Temer confessa que, em 2015, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, admitiu que só aceitou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff porque o PT teria se recusado a dar-lhe os três votos no Conselho de Ética, que permitiriam sua absolvição e preservação do mandato parlamentar. Na época, o Conselho de Ética da Câmara apurava a quebra de decoro de Cunha. Ele foi flagrado mentido e jurando não ter contas na Suíça. “A prova de que Dilma foi vítima de uma vingança está reforçada pelo que disse Michel Temer”, comentou Cardozo.

Na entrevista à Band, Temer disse: “Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar. Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos de impedimento’. Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião”.

E continua: “No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética]. Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento’”. Temer conclui: “Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse”.

Segundo Cardozo, a prova de que Dilma foi vítima da vingança de Cunha, e que o processo de impeachment teve como origem esse desvio de finalidade é suficiente para anular o processo. “O Supremo tem agora a prova de que não foram as pedaladas fiscais que levaram Eduardo Cunha a aceitar o processo de impeachment, mas a vingança porque ela não cedeu às suas chantagens”, disse o advogado da presidenta eleita.

13 abr

Dilma: “O senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade”

Presidenta eleita reitera em nota: nunca pediu recursos para a campanha ao empresário e refuta as insinuações de tenha beneficiado a construtora

.

NOTA À IMPRENSA

A propósito das referências ao nome de Dilma Rousseff nas delações firmadas por executivos da Odebrecht, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita esclarece:

  1. É fato notório que Dilma Rousseff nunca manteve relação de amizade ou de proximidade com o senhor Marcelo Odebrecht. Muitas vezes os pleitos da empresa não foram atendidos por decisões do governo, em respeito ao interesse público. Essa relação distante, e em certa medida conflituosa, ficou evidenciada em passagens do depoimento prestado pelo senhor Marcelo Odebrecht.
  1. É mentira que Dilma Rousseff tivesse conhecimento de quaisquer situações ilegais que pudessem envolver a Odebrecht e seus dirigentes, além dos integrantes do próprio governo ou mesmo daqueles que atuaram na campanha da reeleição. Ele não consegue demonstrar tais insinuações em seu depoimento. E por um simples motivo: isso nunca ocorreu. Ou seja: o senhor Marcelo Odebrecht faltou com a verdade.
  1. Também são falsas as acusações de que Dilma Rousseff tenha tomado qualquer decisão para beneficiar diretamente a Odebrecht ou mesmo qualquer outro grupo econômico. Todas as decisões do seu governo foram voltadas ao desenvolvimento do país, buscando o bem estar da população, a partir do programa eleito nas urnas.
  1. Após meses de insinuações, suspeitas infundadas e vazamentos seletivos de acusações feitas indevidamente por dirigentes da Odebrecht, finalmente Dilma Rousseff terá acesso a íntegra das declarações. Não conseguirão atingir a sua honra e a sua vida pública, porque tais acusações são mentirosas.
  1. A presidenta eleita espera que as investigações transcorram com imparcialidade e transparência, sem acobertamentos políticos ou direcionamentos para favorecer líderes políticos. A verdade dos fatos será demonstrada. Não são insinuações ou mentiras, lançadas por empresários ou executivos de uma construtora, que esconderão ou mesmo distorcerão os fatos. A verdade vai triunfar, apesar dos ataques.

.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

13 abr

Dilma fala hoje sobre desafios da democracia brasileira, em Princeton

Presidenta eleita vai proferir palestra às 13 horas, horário de Brasília, em seu quinto de encontros com estudantes e acadêmicos nos Estados Unidos

.

A presidenta eleita Dilma Rousseff profere palestra nesta quinta-feira, às 14 horas (horário de Brasília), na Universidade de Princeton. Ela tratará dos desafios da democracia no Brasil. Desde o final de semana, Dilma tem feito conferências no mais prestigiado circuito acadêmico dos Estados Unidos, alertando para a situação política e econômica no Brasil. A conferência desta quinta-feira poderá ser acompanhada por transmissão ao vivo, por meio da fanpage de Dilma no Facebook

Ontem, em palestra sobre “Crise econômica e democracia no Brasil”, proferida na The New School, em Nova York, Dilma Rousseff defendeu a a abertura de diálogo entre as forças políticas em bases democráticas. Ela voltou a criticar o governo e disse que o objetivo do golpe que a tirou da Presidência da República, em 2016, foi fazer uma mudança de modelo de desenvolvimento brasileiro. “Pode até ter um componente de maldade, mas isso ocorreu por uma concepção de que o Estado não pode ficar por aí, ajudando pobres”, disse.

Segue a agenda da presidenta deposta nos Estados Unidos:

  • 17 de abril, 18h30 – Universidade Howard. “A democracia no Brasil e seus desafios”.
  • 18 de abril -– Universidade George Washington. “O Brasil e os desafios à democracia”.
  • 21 de abril – Boston. “As políticas de ação afirmativa e as perspectivas delas depois do golpe de 2016”, seminário com Sidney Chalhoub.
  • 22 de Abril – Universidade de Harvard, em Boston, na Latin America Conference. “América Latina e seus desafios”.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

12 abr

Dilma fala sobre crise, hoje, na New School, em Nova York

A presidenta constitucional do Brasil, Dilma Rousseff, profere hoje, às 17 horas (horário de Brasília), uma palestra na The New School, em Nova York. Ela vai falar sobre a crise econômica e a democracia no Brasil, ao lado da filósofa e ativista americana Nancy Fraser. A palestra será transmitida pela fanpage de Dilma no Facebook: facebook.com/dilmarousseff.

Ontem, terça-feira, 11, Dilma esteve na Universidade de Columbia, também em Nova York, onde defendeu as eleições diretas como solução para a crise política e institucional que o Brasil vive. “Os brasileiros têm seu destino em suas mãos”, disse à platéia formada por estudantes e professores. “Em outubro de 2018, nós temos um compromisso com a democracia”.

Dilma criticou o governo Temer, a quem acusou de tramar sua derrubada de forma metódica e sistemática, em 2016, com a fraude do impeachment sem crime de responsabilidade para tomar o poder e submeter o Brasil à velha agenda neoliberal, que vem aumentando a desigualdade e causou um retrocesso nas políticas sociais. 

“Seria absurdo dizer que éramos uma administração que não cometeu erros. [Mas] ganhamos quatro eleições… O povo brasileiro sabia o que estava votando. Isso, contudo, não estava de acordo com indivíduos que promoveram o golpe de Estado, incluindo empresários e os donos da mídia”,  disse.

11 abr

Dilma alerta para riscos à democracia brasileira na Universidade de Columbia, em Nova York

Durante palestra na Universidade de Brown, em Providence, na segunda, a presidenta eleita advertiu para os riscos da divulgação maciça de falsas versões da realidade nacional

 

A presidenta eleita Dilma Rousseff profere palestra nesta terça-feira, 11 de abril, na Universidade de Columbia, em Nova York. Ela estará com estudantes e professores, às 17h30 (horário de Brasília), na conferência “Democracia no Brasil: desafios e perspectivas”. O debate que será apresentado pelo pelo reitor da Columbia, John Coastworth, e moderado pelo diretor do Columbia Global Centers, Thomas Trebat. A conferência será transmitida pela fanpage de Dilma no Facebook (facebook.com/dilmarousseff).

Ontem, durante palestra na Universidade de Brown, Dilma alertou para os perigos da realidade brasileira estar sendo interpretada pela mídia de maneira distorcida. “Vocês devem sentir cem pulgas atrás das orelhas com as interpretações da grande mídia brasileira”, disse. Ela fez uma conferência a estudantes e professores sobre “Os desafios da democracia no Brasil”.

Segundo Dilma, a criação de uma opinião pública que lança sobre a classe política toda a responsabilidade sobre a corrupção no Brasil – um problema histórico de raízes culturais que precisa ser combatido – isentando a classe empresarial e a própria sociedade, e o uso da lei para fazer a justiça do inimigo, levam ao total descrédito na política. “E quando a política perde o sentido”, alertou, “surgem os salvadores da pátria, que hoje estão em maus lençóis”. Ela fez duras críticas a Michel Temer e ao grupo que construiu  o impeachment resultando na sua deposição da Presidência da República.

De acordo com a presidenta deposta, o cenário de negociações demonstra que o campo político responsável pelo impeachment sem crime de responsabilidade, não conseguiu obter apoio necessário para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária. “Não conheço político suicida, todos precisam de votos”, lembrou. “Eles me retiraram da Presidência para estancar as investigações e retomar o projeto neoliberal, mas encontram fortes barreiras para fazer a entrega prometida, aos setores da mídia que apoiaram o golpe e ao mercado”, afirmou.

Na quarta-feira, Dilma vai dar uma conferência na The New School sobre a crise da democracia brasileira. Essa instituição, assim como Brown e Columbia, estão entre as mais progressistas dos Estados Unidos,  onde surgiram núcleos de resistência ao golpe no Brasil.

Em Brown, no evento organizado pelo brasilianista James Green, especialista em ditadura militar, Dilma foi aplaudida em pé por mais de mil jovens. Ela aproveitou o evento para ter encontros com intelectuais e acadêmicos sobre as políticas públicas de sua gestão e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma ainda visitou a Biblioteca John Carter Brown, onde se encontra o maior acervo de obras raras sobre a América Latina e Brasil. Essa coleção foi composta por doações da famílias de democratas norte-americanos. Outra parte dos documentos pertencia ao brasileiro José Mindlin.

10 abr

Dilma fala hoje, na Brown University

Presidenta deposta vai proferir palestra sobre os desafios da democracia no Brasil

.

A presidenta eleita em 2014, Dilma Rousseff, profere palestra nesta segunda-feira, às 17 horas (horário de Brasília), na Brown University, em Providence. Ela vai tratar do tema “Os desafios da democracia no Brasil”, com a participação do brasilianista James Green.

No sábado, em conferência na Universidade de Harvard, Dilma questionou a aplicação da “justiça do inimigo” nas denúncias contra ela e o PT, advertindo que o Brasil vive uma politização da justiça. “Os norte-americanos se indignariam se um presidente da república, legitimamente eleito, como eu, fosse destituído pelo Congresso pelas mesmas razões”, disse.

Ela está em viagem pelos Estados Unidos, para proferir palestras em universidades sobre o golpe parlamentar ocorrido em 2016 no Brasil e denunciar a retomada da agenda neoliberal pelo governo Temer. Dilma participa de três debates em Nova York, três em Washington e irá a Providence e Boston.

Segue a agenda da presidenta deposta nos Estados Unidos:

  • 10 de abril, 16 horas – Brown University, em Providence. “Os desafios da democracia no Brasil”, com a participação do brasilianista James Green, que fará uma série de questões chave no diálogo com Dilma Rousseff.

  • 11 de abril, 16h30 – Columbia University, em Nova York. “Democracia no Brasil: desafios e perspectivas” – Este debate será introduzido pelo reitor da John Coastworth e moderado pelo diretor do Columbia Global Centers, Thomas Trebat.

  • 12 de abril, 16 horas – The New School, em Nova York. “Crise econômica e democracia no Brasil”, com participação da filósofa Nancy Fraser.

  •  13 de abril, 12 horas – Universidade de Princeton, Nova York. “Os desafios da democracia no Brasil”.

  •  17 de abril, 18h30 – Howard University. “A democracia no Brasil e seus desafios”.

  •  18 de abril -– George Washington University. “O Brasil e os desafios à democracia”.

  •  21 de abril – Boston. “As políticas de ação afirmativa e as perspectivas delas depois do golpe de 2016”, seminário com Sidney Chalhoub.

  • 22 de Abril – Harvard University , em Boston, na Latin America Conference. “América Latina e seus desafios”.
9 abr

“Os norte-americanos se indignariam se o seu presidente fosse destituído pelo Congresso como eu fui”, diz Dilma

Dilma Rousseff em Harvard
Dilma Rousseff em Harvard

Convidada pelas Universidades de Harvard e MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, para participar da Brazil Conference 2017, a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, respondeu ao principal questionamento da cientista política Frances Hagopian e do público, estudantes e pesquisadores: por que, na sua compreensão, sofreu o processo de impeachment e quais os desdobramentos desse fato na vida do povo brasileiro?

No maior auditório do Spangler Center da Harvard Business School, e diante de uma plateia repleta de jovens, muitos deles brasileiros que estudam nessas importantes e tradicionais instituições norte-americanas, Dilma defendeu o aprofundamento da democracia e a participação da sociedade civil: “Mais do que diálogo, como aqui proposto, precisamos antes de tudo de democracia, acima das pessoas, mas das instituições”. No caso brasileiro, precisamos de um pacto por baixo, com o povo”.

A ex-presidenta questionou a aplicação da “justiça do inimigo” nos processos que envolvem as denúncias contra ela e o Partido dos Trabalhadores, afirmando que há uma politização da justiça no Brasil, o que, a seu ver, é muito grave. “Os norte-americanos se indignariam se um presidente da república, legitimamente eleito, como eu, fosse destituído pelo Congresso pelas mesmas razões”, reiterou.

Para Dilma, o que ocorreu no Brasil e vem se tornando incontestável pelos mais amplos setores da sociedade brasileira e da opinião pública, foi um golpe parlamentar, sem crime de responsabilidade. E embora venha crescendo dia a dia o número de pessoas que acreditam na ocorrência dessa quebra institucional, e embora alguns até digam que, como este processo respeitou os ritos legais não seria golpe, mais de 54 milhões de votos foram desrespeitados, e os que votaram a favor de seu impedimento estão hoje, em sua maioria, denunciados e até presos por envolvimento comprovado na corrupção.

A presidenta impedida contestou a tese de que basta o rito, pois a seu ver um processo de impeachment, no regime presidencialista, no Brasil ou em qualquer Estado Democrático de Direito do mundo, pode ser ou não um golpe de Estado, conforme as circunstâncias que o caracterizem e o definam”. E explicou: Não será um “golpe” se ocorrerem, de forma inequívoca, os pressupostos constitucionais excepcionais, ou seja, o crime de responsabilidade ou “high crimes and misdeameenors” (crimes graves e contravenções) que assim legitimariam a justificada interrupção do mandato do Chefe de Estado e de Governo. Aí, de fato, não seria golpe.

– Qual foi o “high crime” que eu cometi?”, perguntou. E explicou o processo: ”Me acusaram de ter feito atos que todos os presidentes anteriores fizeram e foram aprovados pela constituição. Os atos que pratiquei foram embasados em fundamentos jurídicos. Vocês americanos se indignariam se o Congresso de vocês destituísse um presidente eleito, nestas condições”.

Na visita a universidades e instituições em Cambridge, Boston, Nova Iorque, e Washington, Dilma Rouseff tem colocado em debate que a quebra da institucionalidade política foi movida por várias razões: de sobrevivência dos políticos ameaçados pelas investigações de corrupção e de inconformidade pela quarta vitória do projeto de esquerda anti-neoliberal e que fez a distribuição de renda. A terceira razão teve como pano de fundo os interesses de mercado o enquadramento do Brasil do ponto de vista econômico, social e geopolítico nos marcos do neoliberalismo, ou seja, “impor estado mínimo, política social mínima, investimentos públicos mínimos e privatizações máximas”.

O problema, a seu ver, é que que os golpistas, em especial do PMDB e PSDB, que rapidamente aprovaram várias medidas desde setembro de 2016, como a Emenda Constitucional que reduz e congela gastos sociais por vinte anos, a terceirização das atividades produtivas e a entrega de fatias de mercado, hoje se encontram em difícil situação. Não conseguiram o rápida retomada do crescimento, como prometiam, e a aplicação de um programa contrário ao seu, que recebeu 54 milhões e meio de votos, encontra resistências na população, com risco de convulsão social, e perde apoio no Congresso.

Segundo Dilma, o governo resultante do golpe vive um “dilema permanente” , não conseguindo aprovar novas medidas e dessa forma também se desestabiliza. Ao mesmo tempo cobrado pelo mercado e a mídia, apoiadores do golpe se autodestrói diante da população, perdendo aliados no parlamento ou recua, diminui a carnificina da previdência e da reforma trabalhista e com isso diminui sua serventia para o mercado e a mídia”. Diante desse quadro, e com a aproximação de 2018, ano de eleições, o governo interino está tendo que recuar em medidas extremamente impopulares , um cardápio de medidas e reformas regressivas.

Nesse contexto, Dilma reafirmou a importância da luta pela democracia, uma reforma política e a resistência contra qualquer tentativa de obstruir o processo eleitoral que se avizinha. Ela refuta uma pactuação por cima, uma tradição brasileira que trouxe muitos prejuízos à sociedade, que necessita ser substituída pela construção de um vasto movimento social de resistência.

– Este é o caminho para conter o retrocesso e garantir que a vontade da população prevaleça quando se define o destino de nosso país. Reitero: o momento é grave, mas ainda há tempo de salvar a nossa jovem democracia e promover a retomada da economia. A palavra é legitimidade. Um banho de legitimidade para lavar a alma do Brasil”, concluiu a presidenta eleita e afastada pelo golpe parlamentar de 2016.


contato@dilma.com.br
Este não será o País do ódio