A primeira presidenta do Brasil - Dilma Rousseff
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A primeira presidenta do Brasil

Dilma Rousseff, 70 anos, política brasileira, é economista e nasceu em Belo Horizonte (MG) em 14 de dezembro de 1947. Foi presidenta da República eleita por dois mandatos consecutivos, em 2010 e 2014, pelo Partido dos Trabalhadores, legenda histórica da esquerda brasileira.

Ex-militante de agremiações políticas da esquerda que pegaram em armas contra a ditadura brasileira (1964-1985), Dilma Rousseff foi presa e torturada . Após quase três anos de encarceramento, reintegrou-se à vida política e no final dos anos 70 participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda criada pelo ex-governador Leonel de Moura Brizola.

Dilma foi secretária da Fazenda na prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, na gestão de Alceu Colares (PDT), entre 1986 e 1988. Entre 1991 e 1993, foi presidenta da Fundação de Economia e Estatística do Estado do Rio Grande do Sul (FEE), no governo de Alceu Colares (PDT). Ainda durante este governo assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do Estado, cargo que voltou a ocupar, durante o governo de Olívio Dutra (PT), entre 1999 e 2002.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 2001 e, na campanha vitoriosa de Lula em 2002, foi responsável pelas propostas do plano de governo para o setor de energia. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assume o Ministério das Minas e Energia, pasta que dirige entre 2003 e 2005, até assumir a chefia do Ministério da Casa Civil da Presidência da República, cargo que ocupou até 2010, quando foi indicada por Lula para a sucessão presidencial.

 

No discurso de vitória, destacou a importância e o papel estratégico das mulheres e agradeceu o apoio de Lula

 

Dilma Rousseff foi eleita, em 2010, por 55,7 milhões de votos (56,05%), tornando-se a primeira mulher presidenta do Brasil. No discurso de vitória, destacou a importância e o papel estratégico das mulheres e agradeceu o apoio de Lula, afirmando a continuidade e o aprofundamento da agenda de inclusão social e redução da desigualdade. Sua vitória teve grande repercussão pelo ineditismo de ser a primeira Presidenta da República Federativa do Brasil.

Em seu governo, o Brasil conseguiu sair do Mapa da Fome das Nações Unidas e promoveu um dos maiores programas de inclusão da história, tendo retirado 15 milhões de pessoas da situação de miséria absoluta, graças aos programas sociais, como o Bolsa Família, iniciados no governo do Presidente Lula.

 

Dilma promoveu um dos maiores programas de inclusão da história, tendo retirado 15 milhões de pessoas da situação de miséria absoluta

 

Candidata à reeleição em 2014, conquistou novamente a maioria dos votos na campanha presidencial, tendo recebido 54,5 milhões de votos (51,64% dos votos válidos). A eleição presidencial de 2014 é considerada a mais acirrada da história do Brasil nos últimos 30 anos.

A partir da vitória eleitoral, passou a sofrer um duro e implacável cerco dos políticos derrotados

 

Reeleita, a Presidenta Dilma Rousseff enfrentou a oposição acirrada de setores conservadores da política nacional, derrotados nas eleições de 2014 e inconformados com a quarta vitória eleitoral consecutiva do Partido dos Trabalhadores na disputa pelo governo do Brasil. A partir da vitória eleitoral, passou a sofrer um duro e implacável cerco dos políticos derrotados, da mídia oligopolista e do mercado financeiro. Tais setores aprofundaram o quadro de instabilidade econômica, agravando-o com a crise política antidemocrática por eles artificialmente criada, Viram no golpe de Estado a oportunidade para chegar ao poder e adotar uma agenda neoliberal.

Em dezembro de 2015, o presidente da Câmara dos Deputados acolheu um dos pedidos de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff, autorizando a criação de uma Comissão Parlamentar Especial, recomendando a abertura do processo de impedimento. A imprensa avaliou o gesto do presidente da Câmara, hoje encarcerado por corrupção, como “retaliação” contra o PT, que votara pelo seu julgamento no Conselho de Ética da Câmara.

Em 17 de abril de 2016, num domingo, a Câmara dos Deputados, aprovou a instauração do processo de impeachment pelo Senado Federal. Em 12 de maio, por 55 votos contra 22, o Senado autorizou a abertura do processo e determinou o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República por até 180 dias. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumiu interinamente o cargo.

Em 31 de agosto de 2016, o Senado aprovou o pedido de impeachment e afastou definitivamente a Presidenta do cargo. Em uma segunda votação, que evidenciava a fragilidade das acusações contra a Presidenta, os senadores, contraditoriamente, decidiram manter os direitos políticos da Presidenta Dilma Roussef.

O Senado aprovou o pedido de impeachment e afastou definitivamente a Presidenta do cargo

 

O golpe praticado contra a presidenta legítima tem cobrado um elevado preço ao País, precipitando-o em um quadro de caos econômico, político e social, enfraquecendo instituições, o Estado Democrático de Direito e desmoralizando o governo golpista.

Importa saber que antes do julgamento final do impeachment foi amplamente divulgado, o áudio da gravação dos diálogos do líder do governo interino no Senado, Romero Jucá. Nele, este senador afirmava que, ao se concluir, o processo de impeachment serviria como uma blindagem que deteria os avanços das investigações de corrupção que envolviam os setores golpistas da política nacional. “Tem que mudar o governo da Presidenta Dilma Rousseff para estancar a sangria”, dizia o senador Jucá.

E acrescentava que o futuro governo golpista de Temer teria por base um “pacto nacional com o Supremo, com tudo”.

Sem dúvida, essa foi uma das razões do impeachment sem crime de responsabilidade da Presidenta eleita. Mas a razão maior é, sem dúvida, o enquadramento econômico social e geopolítico do Brasil nos padrões neoliberais, por meio de contra reformas que jamais seriam aprovadas nas urnas.

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